quinta-feira, 31 de julho de 2008
31 de Julho - Dia Mundial do Orgasmo.
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quinta-feira, 24 de julho de 2008
Remendos
Há quem zombe do amor
por dois motivos:
ou foi magoado por ele,
ou tem inveja por nunca ter conhecido.
O primeiro vive de lembranças
mas não admite
pois do amor só restou a dor.
Então como defesa vive a difamar
tal sentimento sem louvor.
O outro se rasteja entre pernas e abraços
conhece infinitas bocas e gostos
mas nunca provou de um coração.
Pobre coitado infeliz.
Eu não...
Eu lambo as feridas abertas do amor.
Rasgo meu peito e digo "entre"!
Depois eu prendo ele lá dentro
até que ele saia pelos meus buracos,
pelos meus poros.
E se o amor me bate,
ofereço a outra face.
Como uma putinha que sempre volta para seu macho.
Eu volto de corpo aberto para o amor.
por dois motivos:
ou foi magoado por ele,
ou tem inveja por nunca ter conhecido.
O primeiro vive de lembranças
mas não admite
pois do amor só restou a dor.
Então como defesa vive a difamar
tal sentimento sem louvor.
O outro se rasteja entre pernas e abraços
conhece infinitas bocas e gostos
mas nunca provou de um coração.
Pobre coitado infeliz.
Eu não...
Eu lambo as feridas abertas do amor.
Rasgo meu peito e digo "entre"!
Depois eu prendo ele lá dentro
até que ele saia pelos meus buracos,
pelos meus poros.
E se o amor me bate,
ofereço a outra face.
Como uma putinha que sempre volta para seu macho.
Eu volto de corpo aberto para o amor.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
sábado, 5 de julho de 2008
A faxina
No fim da tarde parei.
Contemplei o céu rosado, como qualquer primavera de minha infância.
Fiquei assim por algum tempo, minutos talvez, que me pareceu a eternidade.
Petrificada.
Semblante de paisagem.
Por esse instante me isolei de qualquer barulho da rua movimentada ao meu redor.
"É uma despedida"... Pensei.
Não sabia do que estava me despedindo, talvez estivesse deixando para trás a rotinha desordeira que se encontrava minha vida e que talvez também eu venha a sentir saudade mais tarde.
É outro tempo começando, no qual se deu a partir da faxina que comecei fazer ontem no meu quarto.
Tive então uma vontade de ligar e comentar da paisagem que eu pairava e admirava boquiaberta.
Não. Não liguei. Esse momento era só meu.
Assim fui deixando o cinza (re)tomar o céu devagar.
O rosa foi ficando cada vez mais claro, cada vez mais imperceptível.
E finalmente agradecia a qualquer coisa divina por aquele momento.
Deus existe.
Contemplei o céu rosado, como qualquer primavera de minha infância.
Fiquei assim por algum tempo, minutos talvez, que me pareceu a eternidade.
Petrificada.
Semblante de paisagem.
Por esse instante me isolei de qualquer barulho da rua movimentada ao meu redor.
"É uma despedida"... Pensei.
Não sabia do que estava me despedindo, talvez estivesse deixando para trás a rotinha desordeira que se encontrava minha vida e que talvez também eu venha a sentir saudade mais tarde.
É outro tempo começando, no qual se deu a partir da faxina que comecei fazer ontem no meu quarto.
Tive então uma vontade de ligar e comentar da paisagem que eu pairava e admirava boquiaberta.
Não. Não liguei. Esse momento era só meu.
Assim fui deixando o cinza (re)tomar o céu devagar.
O rosa foi ficando cada vez mais claro, cada vez mais imperceptível.
E finalmente agradecia a qualquer coisa divina por aquele momento.
Deus existe.
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