terça-feira, 30 de setembro de 2008
Significado
Porque mudo.
Se não quer mais ao lado... eu mudo!
Frente, costas, quatro...
Não que eu seja camaleoa.
Mas por que não?
Na cama: leoa!
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
Brisas Camenianas.
Senti saudade de mim. Da moça da janela também. E por que não relembrar? Se não fizer bem para os dois, faz bem para os quatro, não é assim?
A moça da janela
Todas as manhãs subia ela, mesmo horário, mesma rotina. A moça singela com o seu gato ranzinzo.
Apontavam como louca e quando ela passava os homens comentavam "nunca vi louca tão bela". Ela era a moça singela.
Tinha os olhos mais vazios que se pode existir, olhava sempre pra um nada misterioso. Adorava ficar as tardes na janela. Ela era a moça singela.
Era de poucas palavras, mas falava em ir pra um país chamado Ilhas Marshall (duvido que exista esse lugar).
Sempre conversava com a velhinha da frente, que também era de meias palavras, mas quando ela chegava, passavam horas falando baixinho e rindo com malícia de adolescente. Era ela, a moça singela...
E quando anoitecia sentava na neblina com seu gato no colo e mais uma vez olhava para longe (talvez para Ilhas Marshall).
Seu gato miava assim como ela, discretamente. E ela levantava em passos rasteiros e buscava a sua tigela.
Um dia ela sumiu não se sabe pra onde, não se viu movimentos de mudança, ela apenas sumiu...
Acho que de fato nunca existiu.
Às vezes surge nos meus sonhos moças que se parecem com ela, mas quando se viram eu as vejo sorrir e percebo que jamais seria ela, a moça singela não sabia sorrir.
Então acordo com o barulho de um gato ranzinzo e volto a dormir.
(2006)
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Entre, Primavera!
http://www.flickr.com/photos/milenapalladino/
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Esclarecimento
Na semana passada o colunista Antonio Naud pediu uma fotografia minha para ser publicada neste jornal.
Ao comprar o Jornal no fim de semana, estava lá a minha foto. No começo fiquei confusa a quê fazia referência, pois estava ao lado de uma matéria intitulada de “Do mundo nada se leva”. Ao passar os olhos sobre a matéria percebi que ela não tinha nada haver comigo. Então olhando atentamente achei o que falava sobre mim. Era um quadro de atividades que dizia “Eu estou... assistindo ao labor fotográfico autêntico de Milena Palladino (foto), puro talento!”. Então pensei “É sempre bom ter reconhecimento...”
Guardei o jornal.
O que eu não esperava era ter problemas com isso. Na segunda feira recebi um e-mail que indagava: “Quem é Milena Palladino?”, esse e-mail me acusava (sem provas) de que a tal matéria fora assinada por mim. Ora, veja bem, eu que até então nem havia lido a matéria na integra, vi que se tratava de um caso político. Como poderia eu escrever sobre um assunto no qual não tenho conhecimento, ainda mais não sendo da minha cidade?
Como eu respondi ao e-mail (sem assinatura), sou estudante de jornalismo, por isso ainda não estou no ofício de escrever, ainda mais de maneira tendenciosa. Logo, não quero sujar a minha imagem por causa de nenhum descuido.
Atenciosamente,
Milena Palladino.
http://www.pimentanamuqueca.com.br/index.php?mod=article&cat=PIMENTA&article=1863

