segunda-feira, 30 de março de 2009

Diagnóstico

O nódulo no seio, não deu nada. Graças a Deus.

Mas o de lá de dentro do coração, esse sim, pode matar.

sexta-feira, 27 de março de 2009

...

Em mim uma porta se abriu,
Entraram meus demônios
E em mim uma porta se fechou.
Agora eles estão digerindo cada pedaço de mim.
Começaram roendo os meus pés. Sem pressa.
Devagar chegarão à minha alma
Corroendo cada milímetro dela.
Eles demoram no coração
O sangue que passa por lá é mais saboroso.
Brindam e se embriagam com meu sangue
Que não sabe mais porque borbulha:
- Sangue quente e fervido para todos!
Comeram o meu labirinto em uma só mordida
E lá se foi meu equilíbrio.
Fundiram meu cérebro e saborearam meus olhos
Que só eram água e sal.
Meus demônios comemoram meu inferno astral.
Vibram!
E lentamente, repito: len-ta-men-te vão me destruir.
Dizem querer ficar, então não mais dormirei,
Pois velarei seu sono quando forem dormir,
Após servirem a minha esperança no jantar.

Mamografia: A grafia no meu peito.

- Onde é?
- Aqui, no esquerdo.
- Dói?
- Apertando assim dói.
- É... tem uns nódulos.
- Hum...
- Mas não fica assustada, vou solicitar uns exames, vamos investigar isso.

Rum! Pode até identificar o caroço. Quero ver é resolver o nódulo que fica mais lá pra dentro.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Delícia de ser o que é.

E a cada click em meu corpo,
é como uma uma espécie de orgasmo.
Em poses escandalosas ou clichês.
O que posso eu fazer?
Se bom mesmo é satisfazer
a minha voyer.

Sua

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo.
Porque esta noite
Olhei-me a mim,
como se tu me olhasses
E era como se a água
Desejasse...

(Hilda Hilst)

Olha, meu amor.
Bebi as lágrimas que te causei
Me trazendo uma ressaca incurável.
Agora prometo-te ser água pura e transparente.
Pois o soco que levaste,
até hoje me dói as costelas.
E eu não quero mais sentir dor.
E de ti só quero colher sorrisos,
Que plantarei com zelo todos os dias
que você me quiser como tua.

terça-feira, 17 de março de 2009

Meu agradecer

E se queres saber
Porquê sou forte assim...
É que visto uma armadura de prata,
E armas de Marfim.

O oposto do bem

Não chega perto de mim
Pois eu ando lado a lado com Jorge
Que se faz meu Querubim.

Salve o cavalheiro
Que anda ao meu redor.
Faz em mim um escudo
E nunca me deixa só.
Salve Jorge!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Sexta-Cheia | Lua-Treze

"Quando o sol se vai a lua amarela
Fica colada no céu, cheio de estrela
Se essa lua fosse minha
Ninguém chegava perto dela
A não ser eu e você
Ah, eu pagava prá ver
Nós dois no cavalo de ogum
Nós juntos parecendo um...
Na lua, na rua, na nasa, em casa
Brasa da boca de um dragão..."
(Zeca Baleiro)

Lua amarela.

Lua de amar ela.

Nota o sorriso dela?

(Esse foi o momento em que apareci na janela.)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Mensagem:

Quis te dar um presente para aliviar a distância machucadeira.
Carreguei minha câmera e saí por aí em busca da lua que hoje é cheia.
Mas você me prendeu aqui e a lua nasceu...
E nem os fogos que subiam ao céu como sinal conseguiram me distrair...
a lua nasceu,
a lua subiu,
a lua cresceu e depois morreu...
e lua, eu não vi.
Minha câmera chorou,
Presente você não ganhou...
Mas não posso deixar sem presentes, o meu amor!
Corri lá fora e assoviei,
a lua sorriu e eu cliquei!

(Te mando as fotos em um anexo de e-mail amanhã, espero que acalme a distância)

Uma flor e o meu amor.

Seu amor
P.S.: Sim, alivia saber que a mesma lua que te olha, me olha... e que nos olhos dela estamos tão perto, quanto nossos corações.

segunda-feira, 9 de março de 2009


Até mesmo os quadros
Que nunca foram pintados
Enfeitam com beleza
Paredes de algum passado.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Mais Dez-pedida(s).

E na pressa de ir, querendo ficar
Você me devora, me demora
E em mim mora...

O olhar desatinado me excita.
Te puxo mais contra mim,
Dou ordens...
Aí é você quem se excita.


Fica o coração marcado
No vidro do quarto embaçado
Onde as nossas iniciais
Marcam lembranças do (não querer) ir apressado.


terça-feira, 3 de março de 2009

Car(navalha)


Lá se foi o carnaval.
E eu nem vi corpos suados
Nem amasso escancarado.
Colombina e Pierrot já se beijaram
e deram tchau.
.
Lá se foi o carnaval...

Não assisti minha escola passar,
Nem pulei até dia raiar...
Passei longe de Dodô e Osmar.
Eu não vi o carnaval,
Mas o meu coração remendado
Sambou mais forte que vendaval.