sexta-feira, 27 de março de 2009

...

Em mim uma porta se abriu,
Entraram meus demônios
E em mim uma porta se fechou.
Agora eles estão digerindo cada pedaço de mim.
Começaram roendo os meus pés. Sem pressa.
Devagar chegarão à minha alma
Corroendo cada milímetro dela.
Eles demoram no coração
O sangue que passa por lá é mais saboroso.
Brindam e se embriagam com meu sangue
Que não sabe mais porque borbulha:
- Sangue quente e fervido para todos!
Comeram o meu labirinto em uma só mordida
E lá se foi meu equilíbrio.
Fundiram meu cérebro e saborearam meus olhos
Que só eram água e sal.
Meus demônios comemoram meu inferno astral.
Vibram!
E lentamente, repito: len-ta-men-te vão me destruir.
Dizem querer ficar, então não mais dormirei,
Pois velarei seu sono quando forem dormir,
Após servirem a minha esperança no jantar.

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