domingo, 5 de fevereiro de 2012

grito


O ócio desagrada
O tédio se agrava
A mente já não grava
Meu tempo é grave
É nó de gravata apertado
É graveto encravado
Nem frase, nem prosa
Nem rosa, nem cravo
Tão só gravidade
Meu tempo é grave.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011





Eu não tenho quintal em casa,
mas da varanda que ainda é um pouco minha,
gosto de ficar vendo nuvens bailando,
estrelas rodopiando,
é o mundo girando
e que alegria isso me dá.
Sinais de que passo pelo tempo
onde o vento até na foto
deixa sinal de movimento.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

des(tino), razão perdida.




Quanto mais tempo passa,
mais improvável imagino o futuro.
Furo na lua amarela, esvaziaria ela?
Já aprendi que destino
é desculpa romântica que por mistério alguém criou,
mas devo dizer que não sou bem a mapeadora do meu caminho.
Meu norte é meu coração.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Clarão

ESTRELA ESTRELA,
que em qualquer direção brilha,
como quem grita:
ALERT-SE! ALERT-SE!

domingo, 31 de julho de 2011

Antoine de Saint-Exupéry

67 anos que (como mágica) Antoine de Saint-Exupéry desapareceu no Mar Mediterrâneo.
Escritor por hobby, piloto por profissão e sem dúvida um ser lindo e iluminado.
"Aqueles que passam por nós,
não vão sós, não nos deixam sós.
Deixam um pouco de si,
levam um pouco de nós."
(Antoine de Saint-Exupéry)

sábado, 18 de junho de 2011

agrado








E como a chuva devolve a água à terra,
eu restituo a tua parte que foi minha.
Confio esta às tuas escolhas, aos teus amores e temores,
ao tremor doce do teu coração.
Ora se por arbítrio deste,
insistires em demorar um tanto mais,
hei de ser tão mais atenta ao que te fez meu mar.
(Para que seja eternidade qualquer que for o tempo que durar).

quarta-feira, 25 de maio de 2011

(co)razão

Há muito que venho tentando definir esse processo lento em mim. É que não me lembro quando eu comecei a não caber dentro do meu casco, não por crescer demais, mas por uma questão de conforto, e ainda que eu queira me acomodar, não consigo achar o jeito bom. Como quando a gente distraído, em uma posição confortável, tem que levantar e quando volta não consegue se aconchegar como antes.
Nem é a própria sensação em si que incomoda, mas o fato de não ter uma palavra que a defina perfeitamente.
Chego achar às vezes que pode ser a razão penetrando em mim como um corpo estranho, como uma farpinha de ferro que entra na pele ferindo e ferindo o organismo repele.
Como se quando eu estivesse dormindo, tivessem instalado um cérebro no meu coração, processo de adaptação talvez.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Dia nublado, inspiração (ex-piração), respiração.

Eu gosto dessas segundas de paz em que acordo com a voz linda da minha sobrinha, e que vou na "Casa de Guará", bom ver meu irmão agregado, Barreira.
Saí na rua e fiquei tontinha em ver a cidade de cabeça para baixo enquanto andava de carro. Foi gostoso, seria bom ter a câmera nas mãos para mostrar depois ao meu bem.
Foi bom também estar com meu Caju e sua Manu.
Aí tive vontade de dividir esse "cadinho" de felicidade com quem porventura aqui for ler também.
A única coisa que incomoda por enquanto é um espinho que entrou bem no meio do coração, bem na origem dele, mas estou tranquila, pois sigo amando e estou aqui. (certo, dad?)

;*

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Primeiros raios do dia:

Trouxe a cadeira de palha para o meio do jardim, puxou-me e do seu corpo fez tipo ninho para me acomodar.
Com música de passarinho e vento, pude ver o clarão do azul, de olhos fechados, cada vez que o sol nos beijava mais forte. Depois vinha outra nuvem e ele voltava a se esconder.
Adormeci em clima de brincadeira de criança e só acordei quando você, beijando meus cabelos, disse "esse sol faz bem".
E tudo em mim transbordou em forma de amor (amor em pura forma).
Pude então vivenciar algo que tantos poetas almejam em palavras.

domingo, 10 de abril de 2011




eu só queria que o nosso oito caísse...